O Movimento Fica Sud, que luta para que a Emef Sud Mennucci não seja desativada para ser transformada gradativamente em sede da Secretaria de Educação do município, conforme proposta aprovada pelo Conselho Municipal de Educação no final de setembro, retornou à sessão ordinária da Câmara Municipal na última segunda-feira (27).

Na semana passada, dois requerimentos com pedidos de informações sobre a desativação constavam da pauta, mas devido à falta de tempo foram transferidos para a sessão da última segunda-feira.
Os manifestantes novamente se posicionaram nas plenárias e exibiram cartazes, com dizeres diversos.
Os dois requerimentos finalmente foram aprovados por unanimidade. Um deles pedia informações sobre a desativação da escola e encaminhava abaixo-assinado dos manifestantes. Em outro requerimento, o mesmo vereador questionava o Executivo para saber se o Conselho Tutelar havia sido comunicado com antecedência sobre a decisão – embora o órgão não faça parte da área da Educação.
Na semana passada, em entrevista à Jornal do Porto TV, uma das líderes do movimento, Margareth Aparecida Ferraz de Barros, explicou que a preocupação maior é com as crianças. Ela criticou a forma “arbitrária” como a decisão foi tomada e disse que os pais não foram consultados a respeito. “Nós não estamos falando de estatísticas, mas de vidas humanas, de nossas crianças”, disse. Margareth ainda fez um apelo ao prefeito Rômulo Rippa para que escute a comunidade escolar e reveja a decisão de desativar a escola.
Em novembro o movimento contrário à desativação ganhou ainda o apoio da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), por meio da Subsede da região de Pirassununga. “A decisão causará prejuízos à população desrespeitando os direitos das crianças à escola pública. Não vamos aceitar. Lutaremos contra essa medida autoritária de um governo sem compromisso com a Educação”, dizia mensagem publicada em anúncio no Jornal do Porto.

 

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