Na história de Porto Ferreira, de tempos em tempos algumas ações impulsionam o desenvolvimento da cidade. Projetos de infraestrutura são fundamentais para esses avanços. Porém, o problema em que todos os governos esbarram é a falta de caixa para bancar essas benfeitorias.

A situação geral do país também tem muito a ver com essas fases de desenvolvimento local. Em tempos de progresso e expansionismo do Brasil, por via colateral o município também acaba se beneficiando.
No início da década de 1950, por exemplo, a passagem da via Anhanguera na “porta” da cidade, graças à atuação do vice-governador Erlindo Salzano, foi motivo de grande impulso no desenvolvimento ferreirense.
Na década de 1970, o elevado Tancredo Neves, o popular “Minhocão”, obra marcante do primeiro governo de Dorival Braga, permitiu nos anos seguintes a expansão da região Leste. André Braga consolidou a avenida Arcyr Giaretta Barcellos, ligando a cidade ao Cristo Redentor. E, permanecendo na família Braga, a prefeita Renata duplicou a avenida Rudolf Streit, trazendo uma grande melhoria no acesso a diversos bairros.
Todos os outros prefeitos também deram suas contribuições. Dr. Maurício Rasi soube aproveitar a época das “vacas gordas” do governo federal e trouxe muitos recursos e obras de infraestrutura.
Agora chegou a vez do governo Rômulo Rippa fazer sua parte. Com as torneiras do Estado e da União praticamente secas, o jeito foi traçar uma estratégia diferente, que consistia primeiramente na recuperação do nome de bom pagador, com o enxugamento da máquina, para conseguir o crédito pretendido.
Sabiamente, o atual prefeito não usou toda margem que foi oferecida, na casa dos R$ 50 milhões, preferindo pouco mais da metade deste valor para projetar obras de infraestrutura que há muitos anos, até décadas, vinham sendo postergadas pela falta de recursos.
Todas são importantes, mas três delas são fundamentais: a infraestrutura do Jardim Anésia 2, a infraestrutura do Centro Empresarial Ferreirense (Cefer) e a ponte sobre o córrego Santa Rosa.
A concretização dessas benfeitorias vai gerar novas oportunidades de crescimento e melhor qualidade de vida para a população, uma vez que o progresso traz o desenvolvimento humano. Que todo este processo seja realizado com responsabilidade pelos gestores do município e que possamos vivenciar um novo ciclo de crescimento.

 

0
0
0
s2sdefault