YouTube pede que moderadores assinem atestado de que trabalho pode causar trauma

YouTube pede que moderadores assinem atestado de que trabalho pode causar trauma

Moderadores de conte√ļdo do YouTube est√£o sendo obrigados a assinar um documento, criado pela própria empresa, atestando ter o conhecimento de que a profiss√£o pode causar transtorno de estresse pós-traum√°tico.

Os documentos foram distribu√≠dos entre os funcion√°rios no √ļltimo dia 20 de dezembro, no escritório de modera√ß√£o do YouTube que fica na cidade de Austin, no Texas. Isso aconteceu apenas quatro dias depois que o The Verge publicou uma reportagem investigativa sobre a doen√ßa nos campus do Google.

De acordo com o site, que obteve em primeira m√£o as novas informa√ß√Ķes, o documento circulou entre os funcion√°rios através da plataforma DocuSign, com o t√≠tulo "Acknowledgment", que significa "Reconhecimento".

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Imagem: Reprodução

Leia um pedaço da carta:

"Eu entendo que o conte√ļdo que eu estarei revisando pode ser perturbador. É poss√≠vel que a revis√£o desse tipo de conte√ļdo pode impactar na minha sa√ļde mental e pode levar ao transtorno de estresse pós-traum√°tico. Eu vou tirar total vantagem do programa weCare e procurar por servi√ßos adicionais de sa√ļde mental se eu precisar. Eu vou contar ao meu supervisor ou profissional de RH se eu acredito que o trabalho est√° afetando a minha sa√ļde mental de forma negativa".

Uma porta-voz do YouTube contou ao The Verge que o bem-estar de seus funcion√°rios é prioridade, e que regularmente a empresa fornece informa√ß√Ķes para refor√ßar que eles t√™m o entendimento do trabalho que fazem. A carta pede ainda que nenhum trabalho vale o sacrif√≠cio da sa√ļde mental, mas que também essas tarefas n√£o s√£o para qualquer um.

De acordo com a empresa, o moderador n√£o é obrigado a assinar a carta, mas segundo funcion√°rios que entraram em contato com a fonte, eles foram amea√ßados de serem demitidos caso recusassem. Profissionais da √°rea, inclusive, garantiram que essa obriga√ß√£o pode ser vista como um requerimento ilegal.

O YouTube também n√£o quis divulgar dados sobre colaboradores que possam estar com o problema, nem como o documento ser√° usado caso haja algum processo jur√≠dico futuro.

Leia a matéria no Canaltech.

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