YouTube pede que moderadores assinem atestado de que trabalho pode causar trauma

Por Redação JP em 26/01/2020 às 16:00:13

Moderadores de conteúdo do YouTube estão sendo obrigados a assinar um documento, criado pela própria empresa, atestando ter o conhecimento de que a profissão pode causar transtorno de estresse pós-traumático.

Os documentos foram distribuídos entre os funcionários no último dia 20 de dezembro, no escritório de moderação do YouTube que fica na cidade de Austin, no Texas. Isso aconteceu apenas quatro dias depois que o The Verge publicou uma reportagem investigativa sobre a doença nos campus do Google.

De acordo com o site, que obteve em primeira mão as novas informações, o documento circulou entre os funcionários através da plataforma DocuSign, com o título "Acknowledgment", que significa "Reconhecimento".

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Imagem: Reprodução

Leia um pedaço da carta:

"Eu entendo que o conteúdo que eu estarei revisando pode ser perturbador. É possível que a revisão desse tipo de conteúdo pode impactar na minha saúde mental e pode levar ao transtorno de estresse pós-traumático. Eu vou tirar total vantagem do programa weCare e procurar por serviços adicionais de saúde mental se eu precisar. Eu vou contar ao meu supervisor ou profissional de RH se eu acredito que o trabalho está afetando a minha saúde mental de forma negativa".

Uma porta-voz do YouTube contou ao The Verge que o bem-estar de seus funcionários é prioridade, e que regularmente a empresa fornece informações para reforçar que eles têm o entendimento do trabalho que fazem. A carta pede ainda que nenhum trabalho vale o sacrifício da saúde mental, mas que também essas tarefas não são para qualquer um.

De acordo com a empresa, o moderador não é obrigado a assinar a carta, mas segundo funcionários que entraram em contato com a fonte, eles foram ameaçados de serem demitidos caso recusassem. Profissionais da área, inclusive, garantiram que essa obrigação pode ser vista como um requerimento ilegal.

O YouTube também não quis divulgar dados sobre colaboradores que possam estar com o problema, nem como o documento será usado caso haja algum processo jurídico futuro.

Leia a matéria no Canaltech.

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Fonte: Canaltech

Cavaliani

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