Revitalização da EMEFM Mário Borelli Thomaz foi entregue oficialmente nesta segunda-feira

A tradicional escola ferreirense passou por obras de revitalização completa, nas quais foram investidos mais de R$ 2,5 milhões.

Por Redação JP em 11/02/2020 às 16:20:00

O prefeito Rômulo Rippa entregou na tarde desta segunda-feira (10/02), de forma oficial, as obras de revitalização da Escola Municipal de Ensino Fundamental e Médio (EMEFM) Mário Borelli Thomaz, localizada na rua Luiz Gama, no Centro.

A solenidade contou com a presença de várias autoridades e convidados, além da comunidade escolar, formada por educadores, alunos e familiares.

A tradicional escola ferreirense passou por obras de revitalização completa, nas quais foram investidos mais de R$ 2,5 milhões. A unidade estava com intervenções desde o início de 2019, quando foram encontrados diversos problemas na rede elétrica durante a realização de troca da estrutura do telhado.

A falta de manutenção adequada durante muitos anos obrigou a atual Administração Municipal a realizar um grande projeto de revitalização da escola que abriga o maior número de alunos do município.

A escola reformou toda sua rede elétrica, com instalação de novos padrões, além de diversos serviços de alvenaria, como troca de forros, consertos, colocação de piso cerâmico no lugar dos tacos de madeira, pintura geral, entre outros. O local agora também possui o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), que significa que o prédio adotou as medidas de segurança contra incêndios.

Além do prefeito, a cerimônia também contou com a presença dos vereadores Alan João Orlando, Francisco Donizete Pereira (Kiko Mecânico), Renato Pires da Rosa, Gideon dos Santos, Marcelo Ozelin e Alessandro Rossi Bertazzi (Dentinho). Os secretários de Educação, Cláudia Regina Lopes Aguiar, e Infraestrutura, Obras e Meio Ambiente, Thiago Luís Terassi, representaram os demais secretários presentes. Também ocuparam o lugar de destaque o diretor da unidade, Reginaldo Miguel Archanjo; a vice-diretora Teresinha Dozzi Tezza Frederico; o assessor técnico da Secretaria de Educação, Dr. Gustavo de Freitas; o supervisor de ensino Thiago Thomaz Garcia; o ex-diretor da escola, Apparecido Affonso Espírito Santo (Professor Neguinho); uma das filhas do patrono da escola, a professora Marília Mondin Thomaz Verechia, e seu primo Walter Borelli.

O diretor Reginaldo e a secretária Claudia foram os primeiros a discursar, tecendo agradecimentos a toda comunidade escolar e aos servidores da Prefeitura pela colaboração na realização das benfeitorias na unidade. Em seguida, a palavra foi passada ao professor Neguinho, que por 26 anos dirigiu o estabelecimento de ensino. Ele pouco conseguiu falar, pois estava visivelmente emocionado.

O vereador Gideon dos Santos discursou em nome da Câmara Municipal, e também fez agradecimentos e elogios pela obra realizada. Na sequência, o prefeito Rômulo Rippa falou sobre os desafios que surgiram desde o início de 2019, quando uma obra no telhado revelou que a escola estava com grandes problemas estruturais e de instalações, obrigando o município a promover toda a revitalização do prédio.

"Começamos esta obra com chuva e estamos entregando com chuva. Foi um grande desafio, mas sempre agimos com o compromisso da verdade. Nunca escondemos nada de ninguém e atuamos com transparência e seriedade", disse o prefeito

"O saudoso governador Mário Covas dizia que, diante da adversidade, só existem três coisas a se fazer: enfrentar, combater e vencer. É isso que nós fazemos aqui hoje. Nós vencemos um desafio posto, nós vencemos o preconceito, vencemos os momentos difíceis por um objetivo: o objetivo desses alunos que estão aqui", completou.

Por fim, a professora Marília, filha do patrono da escola, usou a palavra para fazer agradecimentos e contar muitas histórias sobre seu pai Mário Borelli Thomaz e sua família. Também falou sobre sua paixão em lecionar há 54 anos, incentivando os demais professores presentes.

No último ato da cerimônia, foram descerradas duas placas: uma, que marca a revitalização da escola; e a outra, com a biografia do seu patrono.

História

A "Escola Técnica de Comércio de Porto Ferreira" nasceu no dia 2 de abril de 1962, no primeiro mandato do prefeito Joaquim Coelho Filho. O primeiro diretor foi o professor João Teixeira, tendo a professora Olímpia Teixeira como sua primeira secretária.

Outros professores que assumiram a direção da escola ao longo dos anos foram Lila Vicentini, Elza Garcia, Nilcea Zadra Barroso Carrera, Orindo Francisco de Oliveira, Evilásio Fratini, Apparecido Affonso Espírito Santo, Maurícia Aparecida da Silva e Hercilia Maria Costa Leite Bruzão.

Várias gerações de ferreirenses frequentaram os bancos escolares da unidade. A antiga Escola de Comércio, posteriormente à sua fundação, passou a levar o nome de Mário Borelli Thomaz.

Filho de Antônia Borelli e Felice Thomaz, ele nasceu em Porto Ferreira no dia 13 de fevereiro de 1913. Seus irmãos eram Miguel, Ulisses, Dimas e Eneida.

Logo ao terminar o curso primário no então Grupo Escolar de Porto Ferreira, depois "Sud Mennucci", Mário ficou órfão de pai e, aos 11 anos de idade, menino ainda, teve que enfrentar seu primeiro emprego.

Entrou na Fábrica de Louças de Porto Ferreira como operário e, não demorou muito, passou para o escritório como office-boy.

Mesmo assim, continuou a estudar até que conseguiu se formar em Contabilidade, que na época se chamava guarda-livros. Infelizmente, a Fábrica de Louças encerrou suas atividades e Mário teve de procurar outro emprego.

Inteligente, correto e muito comunicativo, não demorou muito passou a ser funcionário do primeiro banco que se abria em Porto Ferreira: o Banco Agrícola de Pirassununga. Na mesma época, prestava também serviços à Empresa Melhoramentos de Porto Ferreira, onde teve destacada atuação.

Nova crise se abateu sobre a cidade e o banco em que Mário trabalhava teve que fechar. Passou a trabalhar na Prefeitura Municipal como secretário-tesoureiro e, para sobrevivência sua e de seus familiares, nas horas que lhe sobrava vendia títulos, joias e fazia escritas para vários comerciantes.

Em 1932, foi convidado a voltar ao trabalho na Cerâmica Porto Ferreira, antiga Fábrica de Louças, da qual não mais se desligou. Por esforços pessoais e dedicação ao trabalho, alcançou posições importantíssimas até chegar a diretor gerente.

Foi também diretor superintendente da Cerâmica Artística Forjaz, por volta de 1957, até o encerramento de suas atividades, em 1964.

Mário Borelli Thomaz, por longos anos, foi diretor do Porto Ferreira Futebol Clube. Tomou parte na diretoria que fez voltar a funcionar o Cine São Sebastião, que por muito tempo tinha encerrado suas atividades. Presidiu a primeira festa comemorativa do Dia do Município, na gestão do prefeito Joaquim Coelho Filho. Participou na fundação da primeira Banda Infantil. Foi presidente da Corporação Musical Santa Cecília, em que também foi presidente de honra. Foi sócio fundador da Sociedade Cultural de Porto Ferreira/Clube de Campo das Figueiras. Fundador do Aeroclube local. Um dos fundadores do Clube dos 20. Foi mordomo da Irmandade de Misericórdia de Porto Ferreira. Participou ativamente da fundação do Rotary Club local, representando até seu falecimento o governador do Distrito 454. Fez parte de várias comissões de festas, inclusive religiosas.

Contornava as situações mais difíceis e sempre resolvia problemas que pareciam insolúveis. Mário Borelli Thomaz foi vereador por 12 anos, e por 9 anos foi presidente da Câmara Municipal. Muitos projetos importantes foram por ele elaborados, como o da construção do Ginásio Washington Luiz.

Afastado temporariamente da política, candidatou-se novamente às eleições de 1969, voltando pela quarta vez a tomar parte em nossa Casa de Leis, onde ocupou, até falecer, a vice-presidência, além de presidir a comissão de Redação e Justiça.

Durante o mandato do prefeito Paschoal Salzano ocupou por um tempo o cargo de prefeito municipal.

Mário Borelli era casado com Isa Mondim. Casou-se em 1941 e tiveram cinco filhos: Marisa, Marília, Marina, Márcia e Mário, e sempre viveram felizes.

Mário Borelli Thomaz faleceu no dia 19 de abril de 1970, no Hospital São Camilo, em São Paulo. Foi sepultado em Porto Ferreira, na cidade onde nasceu e amou.

Fonte: Assessoria de Comunicação, Cerimonial e Eventos

Cavaliani

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