O júri popular do assassinato do tatuador ferreirense Marcos “Tsunami” Gentil Romero, ocorrido na segunda-feira (2), em São Carlos, condenou o empresário Fernando Ganci à pena de 14 anos de prisão em regime fechado.

Ganci matou Tsunami em dezembro, após uma briga de trânsito, em São Carlos. O tatuador deixou mulher e um filho. O julgamento durou mais de 10 horas e foi acompanhado por parentes e amigos da vítima e estudantes.
Em uma sala lotada, o júri popular foi presidido pelo juiz Antônio Benedito Morello, que sorteou sete jurados. Segundo o site G1, a tarde foi marcada pelos debates entre a Promotoria e a defesa de Ganci.
Pela manhã, foram ouvidas as testemunhas, entre elas a mãe do empresário, que estava com ele no dia do crime, e o delegado Gilberto de Aquino, que conduziu as investigações. Ganci também esteve no julgamento.
Segundo o delegado, o empresário confessou o crime e alegou que estava sob efeito de remédios. O empresário, que respondia por homicídio duplamente qualificado, deve retornar para a detenção provisória da penitenciária de Araraquara (SP).
A esposa do tatuador, Ieda Carina Zuzi, esperava a pena máxima de 30 anos de prisão. Por ser decisão de primeira instância, cabe recurso tanto pela defesa como pela acusação.
O crime – O tatuador, de 36 anos, foi morto a tiros dentro do próprio carro no início da noite de 3 de dezembro na rua César Ricome, próximo à rodoviária de São Carlos.
Em depoimento ao delegado Giberto de Aquino, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Ganci confessou que atirou em Tsunami porque ele fez um gesto que para o empresário parecia que ele pegaria uma arma.
“Ele disse não se recordar quantos [tiros], que foi um ato de emoção, um ato de impulso, que ele entendeu que o cara iria matá-lo e ele o fez antes”, disse Aquino.
Em seu depoimento, Ganci disse que ao fazer uma conversão para entrar no estacionamento foi fechado pelo veículo de Tsunami, que começou a ofendê-lo com palavrões. Ele então desceu do carro para falar com o tatuador.
O empresário estava armado com um revólver que, segundo o seu depoimento, era do falecido pai e ele estava transportando da casa dele para a sua.
Depois de deixar o local do crime, Fernando Ganci deixou a mãe e a esposa em casa, posteriormente empreendeu fuga em direção a Ribeirão Preto. Ao passar pelo rio Moji-Guaçu conferiu o tambor da arma e viu que tinha quatro cápsulas deflagradas e então jogou a arma no rio.
Ganci fugiu para a Bolívia, onde permaneceu por duas noites até que foi convencido pela esposa e decidiu regressar a São Carlos. Porém, no retorno, ele acabou sendo preso por policiais rodoviários, na noite do dia 10 de dezembro, no interior de um posto de serviços em Presidente Epitácio (SP). Assim que voltou a São Carlos, teve sua prisão preventiva decretada. Ele foi indiciado por homicídio duplamente qualificado e se condenado pode pegar uma pena de 12 a 30 anos de prisão.
Marcos Tsunami morava em Porto Ferreira, mas trabalhava em um estúdio de tatuagens na rua Sete de Setembro em São Carlos.
O tatuador já conquistou prêmios em festivais de tatuagens na região. Ele era casado e tinha um filho. O corpo dele foi enterrado em Porto Ferreira.

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