Eleições 1
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. O segundo turno das eleições transcorreu no último domingo entre a guerra das redes sociais, mas na rua mesmo o clima foi bem tranquilo e pacífico. Na disputa presidencial, confirmou-se o resultado das pesquisas da véspera, com Jair Bolsonaro (PSL) sendo eleito contra Fernando Haddad (PT) com 55% contra 45% dos votos. Uma boa vantagem, mas não foi aquela lavada que se chegou a anunciar.

Eleições 2
Bolsonaro foi eleito o 38º presidente do Brasil. Capitão reformado do Exército e deputado federal desde 1991, ele se elegeu com promessas de reformas liberais na economia e um discurso conservador, contrário à corrupção, ao PT e ao próprio sistema político. Se conseguirá adotar todas as medidas que prometeu só o tempo dirá. Mas, sem dúvida, chega com força e com a tarefa de unir a nação e seus eleitores, embora os primeiros discursos e entrevistas mostram que ele parece ainda estar em plena campanha política.

Eleições 3
O PT perdeu aquela que seria sua quinta eleição consecutiva para presidente. De 2015 para cá um tsunami político atingiu o partido e seus principais líderes. Dilma Rousseff sofreu impeachment da presidência, tramado principalmente pelo MDB e seus aliados de primeira hora. O ex-presidente Lula está preso em Curitiba, por corrupção. Outras lideranças ou foram presas ou respondem a vários processos. É até incrível Fernando Haddad, um nome que era desconhecido até outro dia em boa parte do país, ter conseguido ir para o segundo turno e dar um certo calor na disputa em seu final, com 45% dos votos.

Eleições 4
Mas o voto no PT no segundo turno tem até algumas explicações razoáveis. Muita gente associou Jair Bolsonaro com a ditadura, a supressão de direitos sociais, a censura, a tortura, o preconceito. Claro, as declarações que ele colecionou durante seus quase 30 anos de vida pública mostravam isso. Mas ele encarnou o maior nome da luta contra o lulopetismo. E ainda levou aquela facada que o tirou de circulação e diminuiu a quantidade de bobagens que costumava falar em campanha. Reforçou sua imagem, consolidou e aí foi só manter a linha, sem fazer besteira, para sagrar-se vitorioso.

Eleições 5
Para muitos conhecidos meus a disputa no segundo turno reuniu os dois piores nomes na disputa. Por isso, muita gente que votou em Bolsonaro ou Haddad, o fizeram com muito desgosto. Foi um voto crítico, mais por rejeição ao outro nome do que por predileção ao seu candidato. Uma pena termos chegado nesse nível. E pensarmos que tivemos bons nomes no primeiro turno, da direita à esquerda, passando pelo centro. Mas, agora, é hora realmente de unir, torcer para que dê certo, cobrar em cima – como sempre deve ser – e aplaudir quando for o caso, mas também criticar se for preciso. Vivemos, graças a Deus, numa democracia.

Eleições 6
Já na disputa estadual a coisa foi tensa até o final da apuração. As pesquisas de vésperas estavam inconclusivas. Em algumas, Márcio França (PSB) até aparecia na frente de João Dória (PSDB), que liderou a corrida e venceu no primeiro turno. O segundo turno mostrou um grande crescimento de França, e faltou muito pouco para ele retirar o PSDB do comando do maior Estado do país desde 1995 O candidato do PSB contou com o apoio do derrotado Paulo Skaf (MDB) e fez de tudo para descolar sua imagem de antigo apoiador do PT. Coisa que Dória passou a campanha inteira tentando juntar.

Eleições 7
Talvez a tacada de marketing de mestre de Dória tenha sido, além de colar França ao PT, colar o próprio nome a Bolsonaro. Segundo as más línguas, ele já vinha fazendo isso desde a última semana do primeiro turno, meio que abandonando o barco furado de Geraldo Alckmin, seu padrinho tucano. Logo após o primeiro turno, gravações de uma reunião do PSDB mostravam Alckmin chamando alguém (quem será, hein?) de traidor. França explorou bem isso, mas não foi suficiente. O tal do BolsoDória pegou no interior do Estado, porque na Capital, onde foi prefeito, Dória não foi bem.

Eleições 8
E como fica este quadro olhando para a política local? Ficou muito bom, pode-se dizer. Na questão presidencial, os políticos locais e, principalmente, o prefeito Rômulo Rippa, vai precisar costurar novos apoios e encontrar figuras que possam garantir influência na busca de programas e verbas. Mas, em política, isso não é das coisas mais difíceis de se conseguir. Muito pelo contrário. Ainda mais se o prefeito chegar com o resultado de 80% da votação no bolso na hora de passar o chapéu.

Eleições 9
Já no quadro estadual o cenário ficou amplamente favorável. Incrivelmente, Dória foi apoiado por dois grupos que hoje são rivais na cidade. Começando pela turma de Rômulo Rippa. O prefeito esteve em alguns jantares e eventos com João Dória nos últimos meses, trocou muitas conversas e possui uma ótima relação. Alie-se a isso o fato de que os dois candidatos que Rômulo apoiou para deputado (estadual e federal) e que não se elegeram, Marcos Vinholi (PSDB) e Guilherme Campos (PSD), estarão certamente no futuro governo Dória e em cargos importantes. E ainda tem o fator Gilberto Kassab (PSD), outro que fez parte da campanha de Dória. Ah, e tem também Fernando Capez (PSDB), que perdeu a eleição de deputado, mas também é nome fortemente cotado para o próximo governo e que se aproximou de Rômulo este ano.

Eleições 10
O outro grupo que vem tirando dividendos políticos da vitória de Dória é o da família Braga. A ex-prefeita Renata e a irmã Daniela, que ficou na suplência do PSL como deputada estadual, já estiveram com Dória esta semana. Gravam vídeo, tiraram foto, tudo como manda o figurino. Daí também pode vir verbas e programas para a cidade.

Eleições 11
O único grupo forte da cidade que ficou chupando o dedo foi mesmo o do ex-prefeito Maurício Rasi e de sua esposa Viviane, ambos agora no MDB. Com a saída do emedebista Michel Temer da presidência, é muito provável que o delegado e ex-prefeito deixe o cargo que ocupa no Ministério do Turismo. Mas isso é só uma aposta, pois na política nunca se sabe o que se passa nos bastidores. No campo estadual, também perderam com Paulo Skaf. O consolo foram os dois deputados apoiados pelos Rasi terem sido eleitos: Baleia Rossi (federal) e Léo Oliveira (estadual). Vamos aguardar.

Sabão 1
E até que teríamos alguns bons assuntos para comentar nesta semana mais curta sobre a política local. Mas talvez fique para a próxima coluna. Entretanto, não posso deixar de registrar aqui o discurso final do presidente da Câmara Municipal, que desceu o sabão no vereador Dentinho (PSDB), tendo como condutor o assunto “ponte do Santa Rosa”.

Sabão 2
O presidente teve acesso a uma manifestação de Dentinho num grupo de Whatsapp formado por moradores da região do Jardim Santa Luzia. Nela, pelo que disse o presidente, Dentinho teria falado algumas inverdades, usado de expressões chulas, entre outras coisas. O presidente, bem ao seu estilo empolado, bateu ponto a ponto a suposta manifestação do colega. Foi muito duro em certos momentos. Agora, se Dentinho estava certo ou errado, eu não sei se é muito correto também pegar uma fala feita dentro de um grupo fechado de Whatsapp e tornar isso público pelos microfones da Câmara. Detalhe: o presidente não cita o nome de Dentinho, referindo-se apenas como a um “colega”. Mas todo mundo sabia de quem se tratava. Agora resta saber se Dentinho vai pro revide. Talvez não agora, no calor. Mas isso deixou cicatriz que vai demorar para curar. Vamos aguardar também.

Povo brasileiro essa é sua cara.
Brasil tem um novo Presidente da Republica. Com ele torcemos para que mude a cara desse nosso Brasil, tão sofrido e desigual, onde a tortura e a desigualdade já existem a olhos nus. Vimos a comemoração dos eleitores do excelentíssimo Presidente da Republica Jair Messias Bolsonaro por todo Brasil onde ele teve a sua maioria. Mas em momento algum nas comemorações vimos bandeiras de quaisquer partidos, sindicatos , segregações raciais, homofóbicas ou etéreas, o que vimos foi sim brasileiros vestidos com a camisa do Brasil e bandeiras do Brasil. Vimos um povo que quer mudança e que não aguenta mais tanta corrupção, mentiras e desvios milionários onde só os grandes partidos se enriquecem enquanto seu povo está sendo comprado por um assistencialismo medíocre e que fica na tortura da miséria e do desemprego ainda sofrendo a falta da maior conquista de todos nós, que é o direito de ir e vir. Talvez esse seja o caminho? Pergunto talvez, pois somente o tempo dirá, mas com toda a certeza do jeito que estava não deu certo. Então vimos que brasileiros se uniram contra e investiram do próprio bolso recursos para blindar e dar força ao candidato de sua escolha e que também foi movido pela população brasileira, contra milhões e milhões de nosso dinheiro sendo gasto por desvios milionários para eleger outros candidatos. Portanto fica aqui meu sincero desejo de que este seja um novo caminho, até porque nem foi tanto pelo presidente eleito essa comoção e sim por uma ânsia de mudança. Ninguém vai mudar as pessoas e sim como conduzi-las em um país mais transparente e verdadeiro. E não simplesmente se preocupando com suas próprias bandeiras sejam elas vermelha, verde, azul ou colorida. Particularmente pouco me envolvi em discussões e apoio a nenhum candidato, achando que para mim poucos teriam condições de ser presidente de nossa nação, mas como dizem “a voz do povo é a voz de Deus”, e foi que a maioria assim preferiu.
Então o que nos resta é torcer e nos unirmos para um país melhor.
Brasil essa é sua cara!

 

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