Caso Lucilene: corpo é encontrado próximo a olaria onde cães farejadores estiveram

O local é usado para descarte de entulhos e pessoas que trabalhavam no local encontraram o esqueleto e acionaram as autoridades. Porém, para determinar se os ossos são da empresária desaparecida serão necessários exames pela perícia científica.

Por Redação JP em 07/05/2020 às 15:57:31

Nesta quinta-feira (7) foi localizado um esqueleto humano (ossada) numa área próxima a uma olaria em Porto Ferreira, mesma região de busca onde estiveram cães farejadores da Polícia Militar no dia 13 de fevereiro na procura do corpo da empresária Lucilene Maria Ferrari, 48 anos, que desapareceu na véspera do Natal do ano passado.

Segundo as informações preliminares colhidas pela reportagem do Jornal do Porto, havia também na região roupas femininas. O local é usado para descarte de entulhos e pessoas que trabalhavam no local encontraram o esqueleto e acionaram as autoridades. Porém, para determinar se os ossos são da empresária desaparecida serão necessários exames pela perícia científica.

Na ocasião das buscas pelos cães farejadores, a Polícia chegou à região porque ali teria sido captado sinal de um telefone celular do principal suspeito do crime, Vanderlei Meneses. Os cães, porém, não encontraram nenhum indício do corpo ou vestimentas da empresária.

Vanderlei foi colocado em liberdade no dia 28 de abril, após cumprir 60 dias de prisão temporária (30 dias no pedido inicial, renovada por mais 30 dias, por suspeita de crime hediondo).

Ele poderia continuar preso, em prisão preventiva, caso fosse solicitada pelas autoridades competentes e determinada pelo juiz de Direito. Porém, até onde apurou a reportagem do Jornal do Porto, não houve essa conversão de temporária em preventiva.

No dia 24 de abril a edição impressa do Jornal do Porto trouxe reportagem sobre entrevista concedida pelo advogado Dr. Natanael Gonçalves Xavier, defensor de Vanderlei, ao programa "Abordagem Regional" que foi ao ar dois dias antes, da rádio Comunidade FM, apresentado por Paulo Carvalho.

O advogado respondeu alguns questionamentos de ouvintes, e por conta da decretação do segredo de justiça apenas citou que naquele dia houve o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência de uma pessoa. O advogado ainda, em vários momentos, deixava claro que a Polícia investigava um desaparecimento, e não um homicídio, e que seu cliente não teve envolvimento no caso.


Fonte: Redação Jornal do Porto

Cavaliani

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