O Movimento Fica Sud, que luta para que a Emef Sud Mennucci não seja desativada para ser transformada gradativamente em sede da Secretaria de Educação do município, conforme proposta aprovada pelo Conselho Municipal de Educação no final de setembro, fez uma manifestação na sessão ordinária da Câmara Municipal na última segunda-feira, dia 20/11.
Os manifestantes se posicionaram nas plenárias e exibiram cartazes, com dizeres como “Apoiem nossa luta” ou “Se despejarem as nossas crianças, nas próximas eleições despejamos (sic) vocês”.

Na pauta da sessão constava a apreciação de um requerimento, formulado por um dos vereadores, no qual pedia informações sobre a desativação da escola e encaminhava abaixo-assinado dos manifestantes. Em outro requerimento, o mesmo vereador questionava o Executivo para saber se o Conselho Tutelar havia sido comunicado com antecedência sobre a decisão – embora o órgão não faça parte da área da Educação.
Todavia, o tempo regimental se esgotou e a matéria não foi apreciada. Lembrando que a Câmara Municipal realiza apenas uma sessão ordinária por semana, com tempo máximo de 4 horas, dividida em duas partes: expediente, quando são lidos ofícios diversos, apreciados requerimentos e lidas as indicações; e a ordem do dia, quando são votados projetos de lei e afins.
Em entrevista à Jornal do Porto TV, uma das líderes do movimento, Margareth Aparecida Ferraz de Barros, explicou que a preocupação maior é com as crianças. Ela criticou a forma “arbitrária” como a decisão foi tomada e disse que os pais não foram consultados a respeito. “Nós não estamos falando de estatísticas, mas de vidas humanas, de nossas crianças”, disse. Margareth ainda fez um apelo ao prefeito Rômulo Rippa para que escute a comunidade escolar e reveja a decisão de desativar a escola.
Semana passada o movimento contrário à desativação ganhou o apoio da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), por meio da Subsede da região de Pirassununga. “A decisão causará prejuízos à população desrespeitando os direitos das crianças à escola pública. Não vamos aceitar. Lutaremos contra essa medida autoritária de um governo sem compromisso com a Educação”, dizia mensagem publicada em anúncio no Jornal do Porto.

 

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