Multa pode chegar a R$ 100 mil no período de reprodução dos peixes, que vai até fevereiro

Condições climáticas e o nível do Rio Mogi Guaçu são as melhores desde 2012

O período de reprodução dos peixes, a piracema, começou nesta quarta-feira (1º) e a pesca predatória fica proibida. No Rio Mogi Guaçu, que corta Descalvado e outros municípios da região, a Polícia Militar Ambiental intensifica a fiscalização para evitar irregularidades. A multa varia de R$ 700 a R$ 100 mil.

Rio Mogi Guaçu, na divisa entre os municípios de Descalvado e Santa Rita do Passa Quatro (Foto: Mário Zambelli)

Até o dia 28 de fevereiro é proibido pescar e, durante os quatro meses, várias espécies de peixes vão subir o rio. Elas chegam a nadar até 250 km, sobem uma escada e se reproduzem em um dos maiores berçários de água doce do Estado de São Paulo.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS - Desde 2012 as condições climáticas e o nível do rio não eram tão favoráveis para a reprodução. A presença de aves são um indicativo do volume de peixes na cabeceira do rio.

“Há uns 20 dias deu uma chuva muito legal, subiu um pouco o nível do rio e, com as últimas chuvas, o nível subiu mais. Se continuar chovendo vai ter uma grande possibilidade de ter uma reprodução de peixes normal”, disse o coordenador substituto do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta), Antônio Fernando Bruni Lucas.

FISCALIZAÇÃO  - Nesse período do ano a Polícia Ambiental recebe reforço e intensifica a fiscalização. Quem for pego pescando pode ser autuado e multado.

“Ela vai ser autuada, vai pagar uma multa de no valor de R$ 700, mais R$ 20 por quilo de pescado e vai ter seus apetrechos de pesca apreendidos. O boletim de ocorrência vai ser encaminhado ao Distrito Policial para adoção das medidas penais com relação ao crime ambiental, previsto na lei 9.605”, disse o capitão da PMA Marcos José Pereira.

Em Descalvado, as denúncias podem ser feitas diretamente para a Polícia Ambiental do município de Santa Rita do Passa Quatro, através dos telefones (19) 3582-2815 ou 3584-4650.

*Com informações do G1/São Carlos

 

 

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