Edison Corrêa de Toledo explica que CPF não foi vendida, está em processo de recuperação judicial e lamenta demissões por conta da crise econômica

O diretor-presidente da Cerâmica Porto Ferreira S.A., Edison Corrêa de Toledo, falou com exclusividade à reportagem do Jornal do Porto sobre a situação financeira da empresa, uma vez que nas últimas semanas surgiram muitas especulações a respeito, principalmente depois da demissão de funcionários.

Por meio de mensagem eletrônica, Toledo primeiramente negou que a empresa ou parte dela tenha sido vendida. “A empresa permanece com a composição societária inalterada e assim pretende atuar no sentido de sua reestruturação operacional e financeira”, disse. E completou afirmando que a credibilidade acumulada por décadas permitiu à empresa negociar com importantes parceiros financeiros, o que garantirá o suporte necessário ao processo de recuperação.
Falando mais especificamente sobre este assunto, o diretor presidente informou que no dia 9 de outubro foi ajuizada uma recuperação judicial. “É a ferramenta legal que, conjuntamente com outras ações, utilizaremos para alcançar a meta final de nossa reestruturação, em um processo que sabemos não ser breve, pois nossa seriedade não permite que adotemos nenhum atalho que nos leve à temeridade”, explicou.
Sobre as demissões ocorridas, Toledo afirma que “são um lamentável efeito colateral da profunda crise nacional, que feriu de morte vários de nossos concorrentes, mas não será suficiente para nos derrubar”.
Ele lembrou que no decorrer de sua história a empresa reiteradamente demonstrou sua preocupação social com a comunidade e seus colaboradores. “Mas as medidas adotadas neste primeiro momento são absolutamente necessárias para garantir a continuidade das operações e a futura retomada das contratações tão necessárias à economia ferreirense”, continuou.
E concluiu: “Nossa recuperação judicial será um processo absolutamente transparente, com todas as informações legalmente requeridas devidamente depositadas em juízo, ao que nos comprometemos com todo o zelo necessário, até mesmo para não gerar desnecessárias inquietudes à nossa coletividade”.
Empresa quase secular – A Cerâmica Porto Ferreira é a indústria mais tradicional do município, criada há mais de 80 anos. É reconhecida nacional e internacionalmente como um ícone do setor. Em sua trajetória, experimentou diversos períodos de grande expansão, mas também outros em que foi obrigada a promover ajustes para enfrentar crises as mais diversas.
Atualmente a Cerâmica Porto Ferreira dispõe de 60.000 metros quadrados de área construída, cerca de 300.000 metros quadrados de terrenos urbanos e emprega mais de 400 pessoas entre operários, técnicos e administradores.
Durante décadas, foi liderada pelo engenheiro Nicolau de Vergueiro Forjaz, que passou a presidência ao seu genro Edison Corrêa de Toledo em dezembro de 2006. Forjaz viria a falecer um mês depois e hoje empresta seu nome à avenida mais importante da cidade, que tem seu início justamente nos portões da Cerâmica Porto Ferreira.

 

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