Talvez soe um utópico falarmos em tradição em um mundo que muda cada vez mais depressa. O desenvolvimento de novas tecnologias impactou de forma irreversível na vida de todos nós, em especial, na maneira como interpretamos o mundo a nossa volta, o que é permeado pelo boom de informações que recebemos a todo instante. Em um mundo assim complexo, são poucos os que podem reivindicar para si o status de tradicional.

Há 42 anos, no dia 05 de junho que 1977, as casas e bancas de jornais ferreirenses eram agraciadas com a edição nº 01 do Jornal do Porto. Idealizado por João Roberto Bellini, logo em sua edição de abertura, o periódico semanal se colocava como um espaço onde suas “[...] páginas [estariam] sempre abertas, a todos aqueles que delas precisarem, mas que acima de tudo, também como nós desta equipe, tragam consigo a mentalidade de manter um laço de união e concórdia dentre a coletividade em que vivemos”.
Naqueles tempos, contribuíram para o semanário nomes de peso na cidade como o sr. Flávio da Silva Oliveira, que anos depois assumiria a frente do Museu Histórico e Pedagógico do município, o professor José Eugenio Colli, idealizador da letra do hino de Porto Ferreira e o Cônego Pavesi, para citarmos apenas alguns.
Mais de quatro décadas depois, o Jornal do Porto ainda apresenta um corpo de colaboradores que semanalmente escrevem nestas páginas, como no caso do senhor Evandro José Carniato com seus artigos jurídicos, Cléber Fabbri, com seus artigos sobre músicas e André Bellini, responsável pelo editorial e novos rumos que o Jornal do Porto vislumbra.
Dentre os novos projetos que se iniciam atualmente, o editorial do Jornal do Porto tem priorizado também o uso de novas tecnologias, através das mídias sociais, das ondas do rádio e da WEBTV, abarcando assim todos os segmentos da mídia.
Como dizia Albert Einstein, “além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos”. Que venham mais outros 42 anos em prol da “coletividade em que vivemos” e, depois deles, mais outros tantos.
Vinicius Carlos da Silva é professor, historiador e chefe da Seção de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Ferreira.

 

 

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