Zona azul 1
A zona azul, ou estacionamento rotativo da cidade, começou a funcionar pra valer. Agora não tem choro nem vela. Estacionou na área e horários previstos no serviço, tem que pagar. O assunto zona azul praticamente dominou a pauta da sessão da Câmara na segunda-feira. Principalmente na questão do tempo de tolerância para aquisição do tíquete.

Zona azul 2
Este tempo de tolerância é de apenas 5 minutos. Aqui nesta coluna, antes mesmo dos vereadores, escrevi que seria de maior bom senso colocar um período de 10 minutos. Era assim quando o serviço foi criado, no final do governo do Dr. Maurício Rasi, e assim foi também no governo da Renata Braga quando ela tentou fazer funcionar outra vez o serviço. Lembrando que nos dois governos citados a empresa não conseguiu cumprir direito. Era muito bagunçado e Renata acabou rescindindo o contrato.

Zona azul 3
Isto foi em 2015. Na época, a então prefeita convocou as entidades sociais da cidade para ver se elas gostariam de assumir o rotativo. Mas a coisa não prosperou. Ficaria muito complicado para as entidades fazerem a gestão, cuidar de funcionários etc. Pensaram muito nessa questão trabalhista e nos problemas que poderiam surgir. Em outras palavras, o que poderia ser uma fonte de renda extra, poderia se tornar uma enorme dor de cabeça e até colocar a existência de entidades em risco. Melhor mesmo deixar quieto.

Zona azul 4
O prefeito Rômulo Rippa foi eleito tendo em seu plano de governo a proposta de retomar o rotativo. Então, aos desavisados que votaram nele e agora metem o pau, melhor repensar os “elogios”. Bem, Rômulo fez aprovar uma nova lei em 2017, logo no primeiro ano, e no ano passado a implantação tramitou até que no final foi contratada a nova empresa. Os locais foram ampliados, o que agradou a uns, descontentou a outros. Isso é normal e era esperado.

Zona azul 5
É bom lembrar que toda a tramitação ocorreu na Câmara e pelo jeito muita coisa passou batida aos olhos dos vereadores. O projeto só recebeu emendas sobre o estacionamento de caçambas, que deram uma melhorada na situação para as empresas que exploram esse serviço. Mas passaram algumas coisas bisonhas, como a falta de isenção para idosos e portadores de necessidades especiais. Nessa parte aí a “culpa” pode ser dividida entre o Executivo e Legislativo, pois um enviou e o outro não reclamou. Ainda bem que tiveram o bom senso de mudar rapidamente e fim de papo.

Zona azul 6
Mas o episódio deu margem para a gente ficar pensando: será que os vereadores analisam mesmo a fundo todas as matérias que votam? Eu tenho certeza da competência e seriedade de muitos ali, mas também aposto que tem batata podre no meio.

Zona azul 7
Nossa, falei demais e esqueci do principal que ia tratar na coluna de hoje, que é a questão da tolerância. Novamente, os vereadores acordaram e agora pediram ao prefeito que converse com a empresa para que a tolerância para adquirir o tíquete passe dos atuais 5 minutos para 10 minutos. Estão certos, pois é assim em praticamente em todo lugar. E, como disseram, a ideia do rotativo não é arrecadar, mas democratizar o espaço. Então esse rigor todo, ou melhor, esse tempo curtíssimo realmente não se justifica.

Zona azul 8
Agora, é bom deixar uma coisa muito bem explicada, que é a diferença entre tolerância e gratuidade. O tempo de tolerância serve apenas, repito, “apenas” para que o motorista vá até o parquímetro, posto de venda, fiscal, ou faça no aplicativo a aquisição do tíquete. Ou seja, estacionou, tem que pagar! Nem que for por 1 minuto. Por exemplo, se o fiscal flagrar alguém que ficou 2 minutos estacionado e saiu sem o tíquete, configura infração. Ele teria de pagar, mesmo por este tempo bem curto. Diferente se fosse “período de gratuidade”. Neste caso, durante um determinado período o estacionamento seria “gratuito”. Não é o que está na lei e decreto do serviço. Ali consta “tolerância”. São coisas bem diferentes. E é bom ficar esperto.

Livrai-nos dos amigos
Trechinho da coluna do jornalista Carlos Brickmann desta quarta-feira: “Diziam do PSDB que era um partido de amigos formado integralmente por inimigos. O bolsonarismo transforma o clima de abraço com punhal nas costas, até então exclusivamente tucano, numa festa infantil: entre adeptos do presidente, o debate já começa pela troca de insultos de baixo calão, sem que se saiba sequer o motivo da briga. Inimigos? Bobagem: Bolsonaro teve a sorte de encontrar, na liderança dos partidos de oposição, pesos-leves como Gleisi Hoffmann e Fernando Haddad. Desses inimigos ele se livra, e com facilidade. Difícil é livrar-se dos amigos, muito mais perigosos”.

Então tá
Mesmo com o discurso de “mudar tudo isso que está aí” com o qual foi eleito, aos poucos o presidente Jair Bolsonaro vai repetindo as mesmas práticas de seus antecessores. Parece que não tem jeito mesmo de governar. Ou cede ao Congresso, ou fica tudo na estaca zero. Um exemplo disso é o fato de que estão para transformar um atual Ministério em dois. O motivo é agradar as bancadas de alguns partidos para que possa ser aprovada a Reforma da Previdência.

Dinheirama 1
Tem uma coisa que não concordo, que é gastar dinheiro do contribuinte para fazer peça publicitária sobre proposta de legislação que ainda não foi votada. O governo Temer já havia feito isso com a reforma trabalhista – aquela que ia gerar 6 milhões de empregos. Agora, Bolsonaro faz o mesmo com a reforma previdenciária.

Dinheirama 2
Concluindo, uma coisa é você pegar dinheiro para fazer propaganda institucional “depois” de que algo foi aprovado. Por exemplo, se passar a reforma da previdência, o governo tem até o dever de explicar ao povo o que vai mudar na vida de todos, podendo logicamente usar de publicidade institucional. Agora, fazer propaganda “antes”, de algo que ainda nem foi formatado direito?

Gastança 1
Muita gente ficou escandalizada com as “refeições institucionais” de R$ 1,1 milhão do Supremo Tribunal Federal. Teve juiz que vetou e voltou atrás depois que o valor caiu para pouco menos de meio milhão. Aí pode. Mas isso é só parte do quadro. Enquanto o Congresso estuda a reforma da previdência para fazer economia, o Senado contratou em um mês mais 334 assessores. Os 81 senadores tinham escandalosos 2.420 assessores, agora são 2.754. O senador Izalci, do PSDB de Brasília, é o campeão, com 74 assessores. O senador Reguffe, sem partido, de Brasília, tem nove. Antes das novas contratações, o custo dos assessores já era de R$ 3,7 bilhões por ano. Bilhões!!!

Quem paga? 2
O jornal virtual Poder 360 apurou que 48 parlamentares (que votarão a Previdência) devem R$ 320 milhões à Previdência. São 45 deputados e três senadores. Há dívidas legítimas – R$ 191 milhões; há parlamentares que não pagaram e simplesmente esperam a cobrança judicial – R$ 129 milhões. O campeão de dívidas, diz o Poder, é Fernando Collor, do PTB alagoano. Tem dívida regular, R$ 3,79 milhões, e irregular, R$ 136 milhões. É seguido por Elcione Barbalho, do MDB paraense, mãe do governador Helder Barbalho. Dívida regular, R$ 23,09 milhões; irregular, R$ 23,9 milhões.

Verba caiu pela metade em 5 anos
O Ministério da Educação afirmou que o bloqueio de 30% na verba das instituições de ensino federais vai valer para todas as universidades e todos os institutos. Em um levantamento obtido pelo G1 em junho do ano passado mostrou que a UFSCar está entre as universidades federais que mais sofreram cortes nos últimos quatro anos. Entre 2013 e 2017, a verba repassada pelo governo federal caiu pela metade. A perda real, considerando a inflação, foi de 51%.

País sem Educação
Segundo o secretário de Educação Superior, o orçamento global do ministério nesse ano é de R$ 149 bilhões. Porém, os R$ 5,8 bilhões em cortes só podem ser feitos nas despesas chamadas discricionárias, ou seja, não obrigatórias. De acordo com os dados apresentados, o orçamento discricionário do MEC é de R$ 24 bilhões. Isso quer dizer que o corte atinge cerca de 20% desse total.

País sem Educação 2
De acordo com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o contingenciamento atingiu 20% da verba para custeio (ou seja, serviços de manutenção, limpeza, segurança, entre outros), e 90% da verba de investimento (custos de uma obra, reforma ou construção, por exemplo).

País sem Educação 3
Após bloquear 30% dos recursos das universidades federais do País, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, minimizou o tamanho do contingenciamento em audiência na Comissão de Educação, no Senado. "É sacrossanto o orçamento? Não podem economizar nem uma migalha?", disse ao ser questionado sobre a dificuldade relatada pelos reitores em manter as instituições após a redução de recursos.

País sem Educação 4
"A universidade federal hoje no País custa R$ 1 bilhão. Não dá para buscar nada [para cortar]? Todo mundo no País está apertando o cinto", completou Weintraub. Ele reforçou mais uma vez que o foco de sua gestão será a educação básica, da educação infantil ao ensino médio.

“Agro é Pop, Agro é Tudo”: os donos do poder e a manipulação da comunicação
É preciso esclarecer que a “elite ruralista” concentra mais da metade das terras do país, além de contar com enormes benefícios fiscais como perdões de dívidas pelo governo. Esta gente – que hoje divide com a bancada evangélica a hegemonia no reino político de Brasília – gera menos emprego que a agricultura tradicional. Os 27 agrotóxico(s) detectado(s) na água que abastece Porto Ferreira entre 2014 e 2017. Existe 11 associado(s) a doenças crônicas como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos A fiscalização da coisa pública aqui, como sabemos, é muito precária e repleta de corrupção por todos os lados.(PC)

 

 

 

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