Cem dias de governo, muitas cabeçadas, trocas de ministros, declarações disparatadas, desmentidos inconvincentes; e parece que o governo está desistindo de trabalhar pela construção de um futuro melhor para o Brasil. Também, pudera, trabalhar com esse congresso egocêntrico e mesquinho, que só pensa em manter e ampliar os próprios privilégios; essa oposição radical e extremista; essa mídia cúpida e parcial; esse judiciário que legisla e governa; esse sindicalismo míope, incapaz de apresentar sugestões, apenas críticas destrutivas; e um funcionalismo privilegiado que não quer nem ouvir falar em mudança…

Antes que eu seja imolado no facebook, tenho que esclarecer que as opiniões do parágrafo anterior não são minhas; eu as coletei na imprensa e mídias sociais. Eu, na verdade, acho que o governo está governando com a cabeça, que trocas de ministros são normais em início de mandato, que nosso ministério tem opiniões fortes, que nosso congresso é cioso de sua missão republicana, que a oposição é responsável, que a mídia é imparcial e independente, que o judiciário cumpre seu importantíssimo papel com isenção e desprendimento, que o funcionalismo é a base na qual se assenta a democracia. Quanto ao sindicalismo, é míope mesmo, está morrendo sem perceber e sem conseguir reagir.
Além de tudo isso, análise dos cem primeiros dias é muito chato, como bem frisou Rodrigo Bocardi, o filósofo do mau-humor, porque ainda não dá para criticar nem reclamar.
Portanto, vamos focar no revolucionário projeto governamental que está sendo implementado: a construção de um novo passado, melhor e mais apreciável. Nada mais certo, uma vez que as forças vivas e as lideranças políticas da nação vão fazer de tudo para impedir qualquer mudança para o futuro. Pelo menos, teremos um passado do qual o povo poderá ufanar-se.
Até a semana que vem.
Marcelo Mesquita
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