É sempre muito triste quando o jornal publica uma reportagem sobre um fato trágico, como o que ocorreu na noite de terça-feira no trevo Joaquim Coelho Filho, o “trevo da Verallia”, em Porto Ferreira.

Uma moto bateu numa bicicleta que transitava na contramão, tombou e seus ocupantes foram arremessados embaixo de um caminhão. A mulher da garupa morreu e o condutor da moto ficou em estado grave. O condutor da bicicleta, um garoto de 16 anos, teve ferimentos leves.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o 4° país mais violento no trânsito no mundo. Números apontados pelo Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) mostram que são 150 mortes por dia em todo o país.
Outro importante levantamento foi realizado pelo Instituto Sangari, especializado em pesquisas cientificas. O estudo aponta que o Brasil é o segundo país do mundo em mortes em acidentes de motos. Nos últimos anos a taxa de mortalidade aumentou 846%, enquanto a de carros, por exemplo, foi de 58%.
Os condutores de motocicletas são responsáveis por 74% das indenizações do DPVAT, embora a frota de motos represente 27% do total.
E, por fim, mais um dado. Cerca de 90% dos acidentes decorrem de atitudes de imprudência e imperícia e, portanto, poderiam ser evitados.
Assim, quando acontece uma tragédia, em poucas ocasiões a culpa é do governo, seja ele qual for. Sim, temos ruas com buracos, mal sinalizadas, lombadas onde não são necessárias, falta de lombadas onde precisa, semáforos que atrapalham, semáforos que fazem falta.
Mas, vejam pelos números, os principais responsáveis somos nós, condutores. O acidente de terça-feira mostra que uma simples bicicleta na contramão pode causar uma tragédia.
E de onde vem esta falta de educação no trânsito? Será que nossos centros de formação realmente formam bons motoristas? Será que a fiscalização pelos órgãos competentes é falha? E a nossa engenharia de tráfego, é eficiente?
Usar o celular ao dirigir, trafegar em alta velocidade, não sinalizar uma conversão, dirigir sob efeito de álcool e drogas, não respeitar as leis e a sinalização. Quem nunca cometeu uma infração como estas atire a primeira pedra.
Portanto, o que precisamos é de consciência e paciência. Consciência para ter em mente que um veículo automotor ou mesmo uma bicicleta é uma arma em potencial. Paciência para não piorar as coisas quando alguém ao seu redor comete alguma barbaridade no trânsito.

 

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