Mais uma vez Porto Ferreira realizou seu tão tradicional e único Carnaval de rua, atraindo milhares de foliões não só daqui, mas muitos visitantes também.
Os blocos de boi com suas baterias, e de anos para cá até trios elétricos, arrastam multidões. A mudança para a avenida Engenheiro Nicolau trouxe mais espaço e melhores condições, inclusive para o policiamento, que esteve fortemente presente durante todos os dias.

Muitos jovens, mas também crianças, adultos e idosos compareceram aos desfiles, pularam e se divertiram.
Só que sempre uma pequena parcela de arruaceiros – que não podemos chamar de foliões – insiste em tirar o brilho da festa. Este ano aguardaram o final de tudo, já passando da meia-noite, adentrando na Quarta-feira de Cinzas, para iniciarem a hostilização àqueles que ali estavam para garantir a segurança de todos: os policiais.
Os marginais atiraram objetos, proferiram xingamentos, enquanto os PMs apenas observavam. Até que uma briga começa e aí sim são obrigados a intervir para garantir a ordem.
Temos certeza que esses baderneiros não ligam para o Carnaval. Um desentendimento aqui e ali durante os desfiles é até normal, ainda mais pela quantidade de bebida e drogas que circula. Mas este tipo de atitude, de provocar policiais que estão trabalhando, é algo pensado, orquestrado, de gente que não deveria participar de uma festa aberta e popular.
De tempos em tempos coisas assim acontecem no Carnaval ferreirense. Já houve piores, bem piores, com viaturas quebradas, lojas arrombadas, entre outras ocorrências. Quando isso acontece, as autoridades discutem o que fazer e sempre aparece aquela luz amarela, ou seja, a sugestão de acabar com os desfiles, com tudo.
Talvez esse dia chegue. Se no próximo ano ou depois, não sabemos. Mas, numa época em que os carnavais de blocos nas ruas voltaram com toda força por todo o país, seria uma injustiça e uma ironia perdermos a nossa folia tão tradicional por causa de vândalos que não ligam a mínima para nossa festa.

 

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