Antes mesmo de tomar posse no novo superministério da Economia, Paulo Guedes já lançava olhares cobiçosos aos recursos do ‘Sistema S’. São bilhões de reais por ano, pagos pelas empresas na forma de um percentual da folha de pagamentos. De tempos em tempos, todos os governos cobiçam esses recursos. Deve haver dezenas de projetos de leis e outras propostas para levar a dinheirama para os cofres do governo.

Mas pouco se fala a respeito dos serviços que são prestados com esses recursos. São milhões de alunos, empregados e familiares recebendo educação, aprendizagem profissional, usufruindo de uma estrutura sofisticada de saúde, lazer, esportes e cultura; tudo pago pelas empresas e com melhor qualidade que os serviços públicos.
Eu conheço bastante bem o SESI e o SENAI de São Paulo e sou testemunha dos excelentes serviços que as entidades oferecem aos industriários e familiares; também sou antigo conhecedor e usuário do SEBRAE, outra entidade que se destaca pela excelência dos serviços. O Governo Federal, de sua parte, não apresenta qualquer plano ou projeto que garanta a continuidade dos serviços com a mesma qualidade que eles têm atualmente.
É preciso que a sociedade e as entidades representativas se mobilizem e impeçam o desmonte de outra estrutura que tem prestado tantos e bons serviços aos dependentes dos setores produtivos. Se houver malversação de recursos, desvios de finalidade, desperdício ou improbidade na gestão, as irregularidades devem ser fiscalizadas e punidas na forma da lei. O que não se pode admitir é que o Governo simplesmente se apodere dos recursos. Isso representaria mais um aumento de carga tributária sem retorno.
Até a semana que vem.
Marcelo Mesquita
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