Atos
A Câmara Municipal está em recesso e só terá sessão ordinária no dia 21 de janeiro. Mas com a troca de comando na Mesa Diretora, o novo presidente baixou alguns atos nesta sua primeira semana à frente da Casa. Coisas corriqueiras, como designar os servidores que vão compor comissão de licitações, pregoeiro, os feriados e pontos facultativos do ano e as tabelas com os salários dos servidores e vereadores.

Valor
Só para registrar, mensalmente os vereadores vão ganhar cada um R$ 4.727,52, enquanto o senhor presidente terá pagamento de R$ 7.047,10. Tá bom pra você?

Campanha
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Bum bum bum
A notícia de que a BRK queria aumentar a cobrança do esgoto para 100% do valor da água (hoje é 75%) foi o grande fato noticioso da virada do ano. O prefeito Rômulo Rippa não perdeu tempo e assim que recebeu o Jornal do Porto fez uma “live”, como se diz, em sua página no Facebook. No vídeo, ele disse que era contrário ao aumento e aproveitou para lembrar que foi contrário à concessão quando era vereador. De quebra, atacou os dois governos anteriores.

Bum bum bum 2
O superintendente da Agência Reguladora, o vereador licenciado Élcio Arruda, também correu enviar uma nota para o jornal explicando que não autorizou o aumento.

Bum bum bum 3
Pelo menos nossas autoridades tiveram sensatez no atual momento econômico. Elevar em 25% a tarifa, sendo que o tratamento não atinge sua totalidade, seria dar aval para uma nova chuva de reclamações e, por que não, ações judiciais. Fizeram bem.

Limpeza
O prefeito criou no ano passado o programa Cidade Limpa, que é uma boa iniciativa. Já percorreu alguns bairros e desde dezembro está no Centro. Só que tem muito lugar público que ainda não recebeu os serviços. Passando pelo CS-II esta semana o prédio parece abandonado, com muito mato nas calçadas e no jardim da frente. Causa má impressão por ser um lugar de atendimento da Saúde. Que o serviço chegue logo por lá.

Buracos
E todo ano na época das chuvas é a mesma coisa. Os buracos aparecem por todo lugar e causam transtornos e prejuízos aos motoristas. Alguns buracos são teimosos, porque todo ano reaparecem no mesmo local. Uma prioridade nisso também seria bom.

Novo presidente
Gostando ou não, temos um novo presidente da República, eleito legítima e democraticamente. Jair Bolsonaro tomou posse esta semana, já empossou os ministros e anunciou as primeiras medidas. É cedo para dizer se o novo governo vai dar certo ou não. Mas o otimismo tem tomado conta da maioria da população, segundo as pesquisas, e também do mercado financeiro. Acredito que todos devem torcer para o país melhorar, mesmo quem não votou no capitão. Afinal, estamos no mesmo barco.

É a economia, estúpido!
Na campanha presidencial norte-americana de 1992, James Carville, então assessor da campanha de Bill Clinton, criou a frase “É a economia, estúpido!”. O slogan, que adornava o QG de campanha de Clinton, captou o espírito do tempo. Resumia o fator decisivo para a vitória de Clinton sobre George Bush pai naquele ano – os eleitores estavam mais preocupados com a crise econômica que com o triunfo de Bush na Guerra do Golfo.

“Bobacor”
Este é o nome da equação que o consultor político e doutor em Comunicação pela USP Gaudêncio Torquato criou. Significa: bolso cheio, barriga cheia, coração agradecido e cabeça feita. O eleitor geralmente identifica nos candidatos o perfil que apresente tudo isso. Quando o eleitor descobre essa mensagem, ele acaba votando porque acha que o político vai ajudá-lo e ele vai ter uma vida melhor. A esperança é o grande valor que os eleitores querem descobrir nos candidatos.

Sucesso
Portanto, para se ter sucesso no governo, é imprescindível o sucesso na economia. Se o dinheiro girar, se melhorar a vida de todos, as outras questões se tornam menores, como os temas da agenda conservadora. Foi assim que o então PMDB venceu em quase todos os Estados em 1986, na esteira do sucesso inicial do Plano Cruzado. Foi assim com Fernando Henrique em 1994, idem para o Plano Real. Foi assim com Lula em sua reeleição e na primeira eleição de Dilma Rousseff, quando a economia bombava.

Estrelas
Se a economia voltar a crescer, o ministro Paulo Guedes certamente ocupará todos os holofotes e pode ofuscar até mesmo o presidente e o outro ministro-estrela, Sérgio Moro. Mas para tudo isso funcionar tem também que combinar com o Congresso. E aí é que sempre mora o perigo nos governos.

 

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