Uma reportagem no site da revista IstoÉ, publicada na última sexta-feira (21), destaca as “árvores gigantes” que existem em parques de preservação de Porto Ferreira e região. Intitulada “Anciãs da floresta”, a matéria fala sobre o trabalho de botânicos e fotógrafos que percorrem o Brasil para registrar as árvores gigantes que resistiram à devastação da Mata Atlântica, sendo que até uma nova espécie apareceu.

Segundo a reportagem, “com mais de 300 anos de existência, acima de 40 metros de altura e com troncos espessos, essas sobreviventes da última expansão madeireira nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste — refreada a partir da década de 1970 — estão sendo mapeadas e vão virar ‘personagens’ do livro ‘Remanescentes da Mata Atlântica — As Grandes Árvores da Floresta Original e seus Vestígios’”. A iniciativa é do botânico Ricardo Cardim, que pretende lançar a obra em meados de novembro. O autor conta com a parceria do fotógrafo Cássio Vasconcellos e do botânico, mateiro e fotógrafo Luciano Zandoná.
A matéria traz a descrição de três árvores da região. Uma delas é o já conhecido “Patriarca”, um jequitibá-rosa localizado no Parque da Vassununga, em Santa Rita do Passa Quatro. Ele tem no mínimo 500 anos e 264 toneladas, considerado o maior e mais antigo ser vivo do Estado de São Paulo (e quiçá do Brasil). Alguns pesquisadores acreditam que o Patriarca poderia ter cerca de 2,5 mil anos, tendo brotado quando Buda estava vivo. Algo difícil de mensurar, já que nos trópicos os troncos não possuem anéis de crescimento tão evidentes quanto em climas frios.
Também na Vassununga, a novidade foi a descoberta pelo trabalho de Cardim de um novo jequitibá-rosa, batizado de Matriarca. É considerada a segunda maior árvore já medida no Estado. Sua localização é mantida em segredo e sua existência foi divulgada só no final da semana passada.
Por fim, a matéria também registra uma grande peroba-rosa, no Parque Estadual de Porto Ferreira. Segundo o relato, a árvore conta com 300 anos ou mais. “A copa de uma árvore numa floresta principal possui mais biodiversidade que regiões inteiras de alguns países frios. São como ecossistemas em si”, diz o botânico Cardim. Daí a importância de sua preservação.

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