Lucros absurdos
A Caixa Econômica Federal atingiu um lucro líquido de R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre de 2018, o que representa um aumento de 63,3% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com balanço divulgado dia 20 de agosto, em São Paulo. O resultado operacional chegou aos R$ 9,1 bilhões, aumento de 127,0% nos últimos 12 meses, influenciado pela queda de 5,8% nas despesas administrativas, pelo aumento das receitas com serviços (6,5%) e pela melhoria da qualidade da carteira de crédito.

Lucros absurdos 2
É, gente, creio que o único negócio que ainda se mantém com lucros maravilhosos são ainda os bancos. Que beleza, não acham? Entra presidente, sai presidente, expulsam presidente, dão golpe em presidente, prendem presidente e a coisa continua na mesma. Os grandes abocanhando os que precisam viver e sobreviver com juros altos e cobranças absurdas. Infelizmente.

Lucros absurdos 3
Quando se lê queda de 5,8% nas despesas administrativas pode ter certeza que é na base da demissão de funcionários. Lembro que coisa de uns 25 anos atrás, uma única agência bancária aqui da cidade, ali no Centro, tinha cerca de 40 funcionários apenas lotados como bancários mesmo, sem falar no pessoal de limpeza, segurança etc. Hoje, não deve chegar a dez. Claro, isso tem a ver com a tecnologia. E vai ser daí pra pior, digo, menor.

Lucros absurdos 4
O presidente que foi preso só conseguiu se eleger lá em 2002 porque antes de começar a campanha fez aquela famosa “Carta ao Povo Brasileiro”, que na verdade era uma carta ao empresariado brasileiro. Lula colocou que o PT não ia acabar com as facilidades e os lucros. Tanto que o ministro da Fazenda petista, para quem não se lembra, era Henrique Meirelles, banqueiro dos mais renomados e que hoje tenta a presidência.

Esconde-mostra
Por falar no Meirelles, candidato do MDB à presidência, dizem que as primeiras peças de propaganda dele vão mostrar muito do que ele fez na economia. Só que apenas no período em que esteve no governo Lula! Não haveria menção ao atual governo emedebista de Michel Temer, no qual Meirelles também ocupou a pasta da Fazenda. Será?

Enrolado
Dizem por aí e por aqui também que tem um deputado daqui da região que foi o que mais trouxe verba para nossa cidade, também está com seu nome envolvido em processo de corrupção. Ou seja? Tirem suas conclusões. Será que teremos uma versão regional do “rouba, mas faz”?

Enrolado 2
Foi só sair a notícia no início da semana de que o tal deputado havia sido denunciado no escândalo do Ministério do Trabalho pela Procuradoria Geral da República que o pessoal que apoia outros deputados também candidatos à reeleição começou a divulgar nas redes sociais certas informações que não são de conhecimento de todos, mas são públicas. Por exemplo, nome de funcionária do gabinete que, dizem, não deve nem conhecer direito Brasília.

Enrolado 3
E olhando a composição dos assessores de confiança do tal deputado a gente vê mais nomes conhecidos. E se pegarmos o partido e outros deputados, a história vai longe. Quem não gosta de uma boquinha?

Horário nobre
Esta semana os candidatos a presidente mais bem colocados foram entrevistados no Jornal Nacional, o programa de maior audiência da TV aberta, na Rede Globo. Quer dizer, quase todos, pois tem um que tá preso lá em Curitiba e por conta disso não pode participar.

Horário nobre 2
O primeiro entrevistado foi o candidato Ciro Gomes (PDT). Bem articulado, quis passar uma imagem de pessoa calma, uma vez que seus detratores dizem que o ex-governador do Ceará tem pavio bem curto. Os entrevistadores tentaram colocar o candidato na parede, mas até que ele se saiu bem. E tentou explicar o seu principal mote de campanha, que é limpar o nome de mais de 60 milhões de brasileiros que estão no Serasa.

Horário nobre 3
A entrevista mais polêmica, como era de se esperar, foi do candidato Jair Bolsonaro (PSL), na terça-feira. Bateu de frente com a entrevistadora Renata Vasconcellos ao dizer que ela ganhava menos que seu companheiro de bancada William Bonner – e tomou um contragolpe da jornalista –, atacou a própria Rede Globo, ao dizer que recebe bilhões dos cofres públicos, elogiou o fundador Roberto Marinho, que apoiou a ditadura militar, falou do kit gay. Enfim, falou sobre todos os assuntos polêmicos que domina, mas pouco apresentou de plano de governo. No final, conseguiu material para seus apoiadores ficarem espalhando nas redes sociais, e seus adversários combaterem.

Horário nobre 4
Como esta coluna fechou na quinta-feira, vou falar só até o candidato que foi na quarta-feira, Geraldo Alckmin (PSDB). Se Ciro foi paz e amor e Bolsonaro agressivo, o ex-governador paulista pareceu o de sempre, ou seja, um padre falando. Acho que está na hora de Alckmin começar a falar um pouco mais firme, com mais energia, porque senão vai ser difícil chegar nos dois dígitos de intenção de voto. Sua primeira estratégia na campanha vai ser atrair os eleitores do Bolsonaro e bater na tecla da segurança pública, mostrando números positivos alcançados em São Paulo. Só que esta bandeira é um tanto frágil, pois todo mundo sabe que o berço e central do PCC continua sendo os presídios paulistas.

Campanha?
Tirando as redes sociais, parece que nem estamos em campanha política. Pelas ruas não se vê nada ainda. Adesivos nos vidros dos carros são raros, pessoal da bandeira sumiu. Ou estão fazendo o trabalho casa a casa ou realmente a grana ficou curta nesta campanha e o jeito vai ser se virar com o que for possível. Por isso as redes sociais sendo a aposta da vez, embora estudiosos dizem que elas só ajudam a confirmar preferências, mas não fazem ninguém mudar o voto. Vamos ver.

0
0
0
s2sdefault