A secretária de Educação de Porto Ferreira, Cláudia Regina Lopes Aguiar, concedeu entrevista exclusiva ao Jornal do Porto TV na tarde de quinta-feira, dia 28/09, a respeito da polêmica que se instaurou na cidade, principalmente nas redes sociais, após a Prefeitura anunciar a desativação gradativa da Emef Sud Mennucci para transformar o local no Palácio da Educação Professor Sud Mennucci, que pretende abrigar a Secretaria de Educação no futuro.


Em primeira mão, a secretária anunciou que, além do projeto de transferir a Secretaria de Educação para o prédio, ali também será criado um museu da Educação para abrigar e preservar a história e o patrimônio do Sud Mennucci.
“O prédio vai abrigar não só a parte administrativa e pedagógica da Secretaria de Educação, mas também um museu educacional com documentos, objetos, fotografias das pessoas que estudaram, professores, garantindo a perpetuação da história”, disse. O edifício também abrigará oficinas, exposições de trabalhos educacionais, espaço de leitura, tudo aberto à visitação do público. “Aquele espaço será utilizado a todo momento. Não somente para nossas formações, parte administrativa e pedagógica”, completou.
Cláudia Aguiar falou também que ao se transformar em Secretaria, o prédio terá melhores condições de ser preservado. “Com os alunos, de uma certa forma, o prédio acaba se deteriorando mais rápido”. Ela ainda falou do problema da falta de acessibilidade no local, que devido ao seu tombamento pelo patrimônio histórico não permitir intervenções para adequação. Este foi, inclusive, o motivo que a Justiça Eleitoral transferiu as seções de votação do Sud Mennucci para a escola Mario Borelli Thomaz.
A secretária explicou também que a mudança foi aprovada pelo Conselho Municipal de Educação, que é o órgão deliberativo composto por membros da sociedade, que tem por função fiscalizar as ações educacionais do município.
Os boatos sobre uma suposta superlotação de salas nas escolas dos bairros, que receberão a demanda de alunos do Sud Mennucci, também foram negados pela secretária. “De maneira nenhuma [haverá superlotação]. Os alunos voltarão para os bairros onde moram, garantindo o que diz a LDB (Lei de Diretrizes e Bases). Ou seja, o Poder Público tem que garantir a escola no próprio bairro”. Também disse que não será necessário construir novas salas de aula.
Os professores passarão pelo concurso anual de remoção. “No caso desses professores do Sud Mennucci, eles ficarão adidos e serão os primeiros a escolher classes nas outras unidades escolares”, argumentou. A secretária também afirmou que as crianças não serão prejudicadas. Apenas terão de passar por um processo de adaptação.
Sobre o clamor público causado pela proposta, a secretária disse que também se sensibilizou. “Essa sensibilidade está na minha raiz. A minha família como um todo estudou ali. E é pensando nessas crianças e nas pessoas que passaram por lá, eu quero enquanto representante dessa Secretaria colocar que aquele espaço será preservado em memória de todos. Eu respeito a opinião pública, as opiniões divergentes. Não estou aqui para julgar, mas enquanto secretária eu tenho esse compromisso de preservar essa história e a rede física da Educação que se encontra na LDB, na qual o aluno tem de ser recebido próximo à sua própria moradia. A história não vai acabar. A história vai se perpetuar”, disse.
Ao final, garantiu que nenhuma outra repartição pública que não a Educação poderá ser abrigada no prédio do Sud Mennucci.

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