Poluição sonora
Aumenta a poluição sonora no centro da cidade. Na sexta e sábado últimos ela chegou ao auge quando da inauguração da loja das Casas Bahia. Seus concorrentes diretos botaram os sons nas ruas centrais, como que para abafar com poluição sonora o grito de inauguração da nova loja. Não bastassem os estridentes carros de som, alto falantes nas portas de lojas, e até de farmácias, ampliaram a poluição sonora na zona central.

Poluição sonora 2
Não foi caso isolado. Todo fim de semana é a mesma história e parece que o município não tem autoridade suficiente para coibir essas infrações. A propósito, o próprio município é grande promotor de poluição.

Poluição sonora 3
A história tem se repetido nos anos recentes. Em noites de Feife, é proibido dormir antes de duas da madrugada, tal o alcance da poluição sonora que sai da Feira e afeta a quilômetros de distância vários bairros e milhares de pessoas. Entre elas, idosos e doentes. Foi assim na semana passada. Que falta de sensibilidade!!! Como esperar respeito do cidadão comum?

A Feife acabou
Não me refiro à edição de 2018. Quero dizer que esse modelo de exposição adotado pelos organizadores da Feira, que vem declinando há longo tempo, está esgotado. As provas desse fim ainda não, são muitas.

A Feife acabou 2
Um dos motivos que contribuiu para que a Feira ficasse às moscas está no esquema montado para a fluência do público. A preocupação total mais uma vez foi voltada para os shows. Na sexta-feira, enquanto a fila para ingresso na área de restaurantes, parque de diversões e palco, chegava no Ginásio Adriano ..., a Feira estava às moscas. Claro, mesmo passando a três metros da Feira, ninguém se dispunha a perder o lugar, caminhar pelos estandes e voltar para o último lugar para entrar na fila.

A Feife acabou 3
O bom desse erro logístico: quem não saiu da fila não perdeu nada. Explico melhor: a Feira, dita industrial, teve seus estandes ocupados quase que totalmente por prestadores de serviços. Se alguém de fora veio aqui para ver uma mostra da pujança do parque industrial de Porto Ferreira, certamente se decepcionou. Para quem é daqui, foi um constrangimento sem tamanho. Para um dos expositores, “não deveríamos pagar pelo estande, mas ser indenizados pelas perdas de tempo e de dinheiro investido”.

A Feife acabou 4
Esse fracasso estava previsto. Os organizadores da Feira, mesmo alugando os estandes a preços muito baixos, tiveram muita dificuldade para preencher os espaços. Eram notórios os vazios que nenhuma indústria quis preencher porque sabem os empresários que o modelo e a localização da Feira no cenário da festa está equivocado. Bem localizado e privilegiado está o palco para abrigar as duplas de “urbanejos”. Que cada um em seu horário. Nada de regras?

A Feife acabou 5
Por que os “urbanejos” são mais importantes que as indústrias locais, que geram postos de trabalho, geram impostos para o município, levam o nome de Porto Ferreira como centro industrial e comercial para todo o País? Tomara que, no próximo aniversário da cidade, os organizadores da Feife eliminem o espaço da Feira. Só assim deixaremos de correr o risco de novo constrangimento. Que saudades do Porto Ferreira de décadas atrás, quando a Feife era atração regional.

A Feife acabou 6
Valores absurdos cobrados nos produtos da feira, atraso em alguns shows e a falta de segurança no recinto é notória, com invasões e brigas. O não cumprimento dos organizadores em ter um policiamento, tudo leva ou já levou a falência gradual do evento infelizmente. Quem matou a Feife? Quando vamos evoluir?

Mais uma morte
Outra morte no trânsito da cidade. Desta vez não foi em rodovia ou trevo, foi bem no Centro, em frente a Casa da Cultura. Aquela região ali realmente está complicada. O semáforo parece que mais atrapalha do que resolve. Se você parar antes da faixa para pedestre passar ali na Cultura, bem provável que tome uma buzinada de quem vem atrás. E parece que foi isso que causou o acidente desta quarta-feira. Alguém parou e os outros desviaram, para não bater. Falta fiscalização? Falta planejamento? Falta educação dos motoristas? Ou tudo isso junto?

Os vices
Da coluna do jornalista Carlos Brickmann.
“Ser vice é o sonho de boa parte dos políticos deste país: vive em palácio, com ampla mordomia, dezenas de assessores, cozinha boa e gratuita, com os vinhos que escolher, carros, motoristas, bom salário, despesa zero, e não tem nada para fazer. Há políticos que usam dinheiro público até para tomar Chicabon. Por que, então, os principais candidatos não conseguem vice? Bolsonaro, ainda em alta, tentou o senador Magno Malta, os generais Mourão e Augusto Heleno, a advogada Janaína Pascoal, o astronauta Marcos Pontes e o príncipe (sim, os temos!) d. Luiz Philippe de Orléans e Bragança. Nenhum aceitou. A aposta de hoje é que insista em Janaína.
Alckmin, dono da maior coligação, tentou o industrial Josué Alencar, a senadora gaúcha Ana Amélia, o ex-deputado federal Aldo Rebelo. Falhou.
Marina Silva queria o ator Marcos Palmeira. E não tem outro nome. O PT não tem nem candidato à Presidência, quanto mais à vice. Quer porque quer lançar Lula, mesmo sabendo que, pela Lei da Ficha Limpa, é inelegível. Pensou-se em Manuela d’Ávila, mas é a candidata do PCdoB à Presidência. Ela até toparia, mas numa improvável união das esquerdas.
Meirelles é candidato do MDB. Mas sem chance. E, portanto, sem vice. Que explica que políticos experientes rejeitem um cargo que iria projetá-los? Medo, talvez, da crise.
Como diz a música de Ataulfo Alves, “laranja madura/ à beira da estrada/ tá bichada, Zé, ou tem marimbondo no pé”.

0
0
0
s2sdefault