A autuação, por fiscais da Prefeitura de Porto Ferreira, de um vendedor de goiabas no Centro da cidade na manhã do último sábado (19) causou uma grande polêmica nas redes sociais. A ação dos fiscais foi gravada em vídeo e fotos e jogada em páginas e grupos do Facebook. Muitas pessoas a consideraram abusiva, principalmente em tempos de crise econômica, uma vez que o vendedor estaria apenas trabalhando para o seu sustento.

Por outro lado, até o prefeito Rômulo Rippa entrou na discussão para defender o trabalho dos fiscais, que estavam somente cumprindo o que determina a legislação. Ou seja, não se pode realizar o comércio ambulante na cidade sem recolher as devidas taxas aos cofres públicos. Sua posição foi endossada, por exemplo, pelo presidente da Associação Comercial e Empresarial de Porto Ferreira, Leandro Gentina.
As reclamações contra a ação dos fiscais, em síntese, diziam que a Prefeitura estaria cerceando o trabalho do vendedor. “Os fiscais têm mais coisa para ver na cidade do que impedir o rapaz de trabalhar”, disse um morador. As críticas sobraram até para o trabalho da Polícia. “Com tanto bandido e biqueira (ponto de venda de drogas), tem que prender logo o trabalhador?”. Centenas de manifestações foram nesse sentido.
De acordo com as explicações do prefeito, o vendedor era da cidade de Itirapina (SP) e durante a semana havia sido notificado sobre a necessidade de se regularizar junto à Prefeitura e tirar sua licença diária de ambulante para continuar realizando suas vendas. “Ele, apesar da orientação de nossos servidores, não se regularizou e não cumpriu nossa legislação”, disse o prefeito.
“Entristeço-me ao ver essa situação e ver o quanto uma parcela de nossa sociedade, apesar de defender o combate à corrupção, defende quem descumpre a lei!”, prosseguiu.
“O município exige que os comerciantes aqui estabelecidos, e em sua grande maioria geradores de emprego, paguem impostos e cumpram a lei. Por que um ambulante de frutas de fora da cidade não deveria cumprir a mesma lei? E as quitandas, supermercados e varejões da nossa cidade? Merecem ser prejudicados?”, perguntou Rippa.
“Cobram dos políticos, mas muitas vezes provam que a corrupção começa nas pequenas ações e no tratamento privilegiado! Neste momento a população já deveria saber que a LEI É PARA TODOS!”, finalizou.

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