Muito se falou e se pensou ao longo dos anos sobre a implantação de uma feira livre em Porto Ferreira, com o objetivo de fornecer um local adequado para que pequenos produtores, artesãos e comerciantes pudessem vender seus produtos diretamente ao consumidor.

Este tipo de relação comercial traz muitas vantagens aos dois lados. Para quem produz e vende, porque elimina a figura do atravessador e/ou intermediários; e para quem compra, pois conta com uma opção a mais de oferta, geralmente com um preço mais baixo e produtos que você sabe a procedência. E vantagens até para o Poder Público, pois melhora a oferta de emprego e geração de renda, além de recolhimento de impostos.
Ainda no governo de André Braga foi construído o chamado Galpão do Agronegócio, ao lado do ginásio Adriano José Mariano. Embora fosse um bom local e com estrutura adequada, o projeto não avançou como deveria e o local foi transformado, já no governo Maurício Rasi, em um ótimo Centro Olímpico. Menos mal.
Também no governo Maurício Rasi foi implantada uma feira livre. Ela funcionou até de forma um pouco precária na rua São Sebastião, nas manhãs de sábado, em frente as agências do Santander e Bradesco. Até pouco tempo atrás ainda era possível ver alguns vendedores ambulantes pelo local. Mas foi outro projeto que não se sustentou, e não estamos escrevendo este texto para apontar falhas ou culpados, apenas relatando fatos.
Enfim, no atual governo de Rômulo Rippa, a ideia da feira livre foi retomada. A sua abertura há algumas semanas mostrou que, desta vez, o projeto parece ter sido bem planejado. Nada foi feito no atropelo e, o melhor, contou com a efetiva participação dos feirantes na tomada de decisões.
O resultado é que temos agora uma feira aos domingos pela manhã muito agradável, com uma ótima variedade de produtos, que até o momento vem caindo no gosto popular. O local também foi acertado, o galpão permanente ao lado da antiga estação ferroviária e adjacências. O bom é que ali a feira se interage com outros eventos culturais, por exemplo, como o Estação Sertaneja e, no próximo dia 20, com a final do Festival Zé Carreiro. Uma exposição de carros antigos também já passou pelo local, assim como a Feira do Livro.
São ações acertadas, planejadas, que agregam vários eventos num mesmo local e que por isso tem levado um bom público. Torcemos para que a iniciativa continue dando certo por muito tempo e que outras possam seguir o mesmo caminho.

 

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