Eles têm muita intimidade com a tecnologia, dedicam interesse e energia aos jogos eletrônicos, mostram-se impacientes e muitas vezes estressados com desafios profissionais e/ou educacionais que exigem cautela e reflexão. Vencer as dificuldades do mundo virtual consome boa parcela de tempo, atenção e vontade desses jovens, construindo uma nova maneira de ver e conviver com o real a sua volta.

Identificar e refletir sobre essas características, tão comum aos jovens das novas gerações faz-se necessárias, pois já tem tomado contornos preocupantes. Recentemente, a OMS (organização Mundial da Saúde) considerou o vício em vídeo games, por exemplo, como distúrbio mental. Esse panorama tem contribuído para que o jovem atual assuma sua preparação de modo diferente das gerações anteriores, encurtando o seu horizonte de meta, definindo a compreensão distorcida sobre como fixar o alvo, e dificultando sua percepção das diferenças entre o virtual e o real.
Com a cautela necessária, pois nem todos os jovens reagem assim, o fato é que uma parcela deles é avessa a ações que tenham resultados demorados. Seu modo de ver a evolução envolve a pressa. As redes sociais contribuem com as noticias instantâneas, onde tudo tem de ocorrer rápido, "senão perco o interesse"; com o celular, que nos alcança em qualquer lugar, bem mais veloz em sua ação de modificar os costumes.
A visão do jovem desse século está sendo formatada em bases enganosas, e a questão é que não oferece a sólida condição psicológica e emocional para ele entender e atuar no ambiente corporativo. Esse universo, que se utiliza da tecnologia com carga total, se movimenta, no entanto, a partir de condutas bem diferentes daquelas que o jovem, em geral, aprendeu em casa, protegida pelas compensações dadas pelos pais, e com os videogames, com suas fases avançando velozmente.
As condições domésticas não serão oferecidas e esses jovens no meio empresarial, apesar de já haver flexibilidade nos comportamentos exigidos, em parte das empresas de TI ou aquelas com soluções alternativas de atuação. Contudo, o mercado de trabalho não é constituído somente por empresas de tecnologia, e é por isso que as outras empresas se empenham tanto em compreender o que mais atraí e retém esses componentes da era digital, e como tirar o máximo de seu talento, mas, esperando que o jovem atual também faça a sua parte.
Ruy Leal É formado em Publicidade, Propaganda e Marketing pela FAAP, cursos de especialização em direção de marketing pela FGV SP, economia pela FIPE USP e MBA em Marketing de Serviços pela ESPM. Foi Diretor da APARH DF e Conselheiro da APARH SP. Atua há mais de 30 anos no trabalho de capacitação de jovens para o ingresso no mercado de trabalho e na orientação de profissionais de Recursos Humanos e educadores sobre programas de estágios, coaching e mentoring. Com obras publicadas em diversos países, é autor dos livros "Jovens que entram e dão certo no mercado de trabalho", "Superdicas para empreender seu próprio negócio", "Superdicas para o Jovem Escolher Bem sua Profissão" e "Jovens Digitais". Atualmente é Superintendente Geral do Instituto Via de Acesso, organização da Sociedade Civil de caráter sócio-educacional e de

 

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