Eminência
Parece que o excesso de poder de um servidor da Câmara Municipal tem incomodado alguns vereadores ferreirenses. Segundo eles, o dito cujo tem tido mais poder que o presidente do Legislativo. Além de comandar as finanças e a administração da Casa de Leis, ele também guardaria todos os projetos de lei em sua sala, e com isso influenciaria os pareces, além de causar constrangimento aos vereadores na hora do voto em plenário.

Salário de contador
A última polêmica foi na segunda-feira. O Executivo enviou um projeto de lei aumentando os cargos de carreira da Prefeitura Municipal. Parece que o “todo poderoso” não teria gostado que o salário de contador na Prefeitura estava menor que o da Câmara Municipal. Por isso, tentou a todo custo que os vereadores não votassem o projeto. Detalhe: na Câmara Municipal o piso do contador é R$ 4.196,73, mais auxílio alimentação de R$ 520,00. O atual contador, por acumular atribuições, ganha um pouquinho mais. Este mês, segundo o site da Transparência da Câmara Municipal, seus holerites somaram R$ 29.698,78. Caramba!
Economicidade
Não sei. Me corrijam se estiver enganado. Um funcionário que em menos de 8 anos chega a ter um salário de mais de 29 mil, não é gasto? Acumulo de função entre outros aconchegos da lei. Me digam, um administrador, vigilante do dinheiro público deixar chegar a esse valor. O diário eletrônico sim que é econimicidade. Vamos falar a verdade isso sim que é mamar. E agora o “menininho” sai por aí dizendo que quer acabar com mamata dos antigos vícios das administrações, só se for para começar outros, principalmente os dele.
Cadê o povo
Agora ninguém quer dar uma ideia para o presidente da câmara poder economizar um pouco.? Cadê?. Pau que dá em Chico não dá em Francisco é isso mesmo?
Inversão de papéis
Curioso também neste caso da votação dos projetos criando cargos efetivos na Prefeitura houve certa inversão de papéis sobre quem defendia e quem queria adiar a votação. Três vereadores que podem ser chamados de oposição (Dentinho, Alan João e Professor Sérgio) fizeram de tudo para ajudar o Executivo a realizar a primeira das duas votações ainda na segunda-feira. A segunda ficou para uma sessão extraordinária na quarta-feira. Talvez os outros “companheiros” não entenderam a propositura do Executivo. Olha que não é de se duvidar, ou seria algum acordo com o dito cujo.
Vagas nas creches
Depois de tanta discussão e até intervenção do prefeito junto aos vereadores por telefone, estes decidiram votar o projeto. O que prova mais uma vez minha teoria: os vereadores sobem na tribuna contra o prefeito, mas voltam atrás na “hora do vamos ver”. Neste caso, ainda bem. Pois se os vereadores tivessem ouvido o servidor-eminência, o dito cujo a Prefeitura não conseguiria abrir novas vagas em creche, pois faltariam monitores, cargos estes criados num dos projetos votados.
Desabafo
Um vereador, constrangido com tanta influência, teria desabafado para os demais colegas no corredor da Câmara Municipal que iria fazer uma sugestão ao dito cujo servidor-eminência: “Se quer mandar no meu voto, dispute a próxima eleição, seja eleito e tenha o seu próprio”. Vamos aguardar os próximos capítulos desta novela! Depois não digam que eu não avisei.
Balanço 1
Terminado o primeiro ano da atual legislatura na Câmara o balanço que se faz é um tanto esquisito. Não se sabe direito quem é oposição e quem é situação. A maioria dos vereadores teve pouca projeção, foi um ano muito morno e apagado. O teatrinho na tribuna para comentar qualquer requerimento, inclusive os mais dispensáveis, veio para ficar. Toda sessão é aquele blá blá blá interminável no microfone. Como diz o ditado, quem fala muito dá até bom dia a cavalo.
Balanço 2
O ano de 2017 também vai ficar na história como aquele em que criaram um diário eletrônico com a desculpa da economia e até agora não deram uma prova de que isso tenha acontecido.
Balanço 3
E pra fechar o ano com chave de ouro a Câmara tem 30 dias para responder ao Ministério Público acusações graves feitas por um de seus próprios vereadores, aos ditos cujos. Que beleza!
Extraordinária
A Câmara fez uma sessão extra na quarta-feira para votar em segunda discussão o projeto que cria os cargos. Foram aprovados e os ânimos estavam bem melhores. Talvez fosse pelos panetones enviados pelo prefeito, através do assessor Marcos Maquininha, como lembrança de Natal.
Fora da mira
Como já estava todo mundo sabendo da representação do vereador Professor Sérgio contra o presidente Miguel Bragioni (veja matéria nesta edição), deve ter sido interessante ver o comportamento de ambos na sessão extra. Segundo um passarinho, Miguel conduziu a toda reunião olhando para o lado oposto ao do vereador Sérgio.

Feliz Natal
Quero deixar aqui registrado a todos os nossos leitores, anunciantes, amigos e parceiros um Feliz Natal, repleto de fartura e amor e lembrar o verdadeiro significado do Natal. Na sua verdadeira essência. A todos do fundo do meu coração um ótimo Natal.

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