O atendimento dos pacientes SUS no Pronto-Socorro de Porto Ferreira, como são chamados aqueles que são atendidos dentro do Sistema Único de Saúde, é 100% coberto pela Prefeitura ferreirense, que está com os pagamentos dos repasses em dia. É uma situação bem diferente, por exemplo, do que acontece no município vizinho de Pirassununga, onde médicos do PS local reduziram o atendimento à população este mês devido a atraso no pagamento dos salários.

O contrato entre a Prefeitura e a Irmandade de Misericórdia de Porto Ferreira para manutenção do Pronto-Socorro Municipal sofreu, inclusive, uma mudança em 2018. Segundo apurou a reportagem do Jornal do Porto, o novo sistema vem permitindo à Secretaria de Saúde até reinvestir parte dos valores do repasse mensal em obras nas unidades e compra e manutenção de veículos.
Em Porto Ferreira, a partir de 2018 o Pronto-Socorro passou a fazer a comprovação mensal efetiva dos custos com os atendimentos dos pacientes SUS. O verificado é que do total do repasse feito pela Prefeitura, que está na casa de R$ 547 mil mensais, o PS utiliza valores que variaram em cerca de R$ 460 mil a R$ 480 mil (dados de janeiro a junho). Assim, na prestação de contas, que é feita no mês subsequente, o Pronto-Socorro faz a devolução do saldo não utilizado, que está em torno de 12,3% a 16,0%.
Isto permitiu à Secretaria de Saúde, por exemplo, investir em compra de veículos novos, manutenção de outros, reformar unidades como a USF da Vila Maria, a própria sede da Secretaria de Saúde, realizar o Auto de Verificação do Corpo de Bombeiros do Cemi Dr. Américo Montenegro (“Postão”), entre outros.
Em contato com a reportagem, a Secretaria de Saúde informou que paga hoje “100% dos gastos com pacientes SUS”, ou seja, atendidos pelo Sistema Único de Saúde no Pronto-Socorro. “O que é gasto é pago. Não impomos nenhum tipo de restrição”, disse a secretária Vera Visolli.
Este novo modelo de contrato atende às especificações do Ministério da Saúde e as planilhas são validadas até por auditores independentes. A planilha de custos também é apresentada ao programa Estratégia Santas Casas Sustentáveis, do Governo do Estado, que determina critérios para acompanhamento e manutenção dos repasses financeiros referentes ao auxílio financeiro às instituições filantrópicas.
Outro diferencial deste ano, segundo a Secretaria de Saúde, é o aumento no número de indicadores que efetivamente comprova as ações desenvolvidas no PS, conforme preconizado pelo Tribunal de Contas do Estado.
Os repasses da Prefeitura este ano para custeio do Pronto-Socorro darão um total de R$ 6,5 milhões. O local atendeu até agora em 2018 a uma média de 13 mil pacientes por mês, contra 12,7 mil em 2017.

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